CMP – Companhia Metalgraphica Paulista
Fabricantes querem reciclar 60% das embalagens até 2031

Fabricantes querem reciclar 60% das embalagens até 2031

Fabricantes querem reciclar 60% das embalagens até 2031

Automóveis, eletrodomésticos, vergalhões de construção civil, embalagens de alimentos ou tintas – praticamente todo o aço descartado tem potencial para ser reciclado e voltar à indústria siderúrgica como matéria-prima. A cadeia de valor da sucata de aço no Brasil está bem estabelecida, mas ainda tem espaço para crescer, especialmente no que diz respeito às embalagens feitas com o material. Hoje 47,6 % delas retornam à indústria para virar aço novamente, num volume equivalente a 200 mil toneladas por ano.

A Abeaço, associação que representa os fabricantes de latas de aço, quer aumentar esse índice para 60% até 2031. Para isso, está dando suporte à criação de centros de coleta do material e postos de entrega voluntária (PEV), além de capacitar cooperativas de catadores para receber o material.

Em 2012, a indústria de embalagens de aço investiu R$ 1 milhão na Prolata Reciclagem, entidade de gestão da reciclagem formada por 12 empresas para tratar da reciclagem e logística reversa dessas embalagens, como estratégia para cumprir as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A Prolata recebe as embalagens coletadas por 51 cooperativas de catadores, tem entrepostos para o descarte de grandes volumes em sete Estados e, mais recentemente, firmou parcerias com fabricantes e revendedores de tintas para disponibilizar PEVs aos consumidores em São Paulo, Manaus e em quatro municípios da Baixada Santista.

“Para atingir a meta, precisamos do engajamento do consumidor para o descarte seletivo das lataspós-consumo. Esse é nosso desafio atual”, diz Thaís Fagury, presidente da Abeaço.

O modelo da Prolata foi desenvolvido após a observação da estratégia de países com alto índice de reciclagem das embalagens de aço, tais como Bélgica (93% das latas voltam à indústria) e Suécia, com um índice de 83%. O material coletado é negociado diretamente com a Gerdau, parceira no projeto.

Entre os produtos de aço, as embalagens são os que levam menos tempo para retornar à indústria: cerca de dois anos. O aço da construção civil leva até 50 anos para ser descartado e o metal contido nos automóveis, em torno de 20 anos.

Além da chamada sucata de obsolescência, que são os produtos de aço ao fim de sua vida útil, as siderúrgicas se abastecem ainda dos refugos industriais que chegam da indústria metalmecânica e de aparas de empresas que revendem o material. A cadeia é bem azeitada, justamente pelo alto valor da sucata de aço, que varia conforme a região do país, mas pode chegar a R$ 400 a tonelada.

“O Brasil é um exemplo em reciclagem, não existe sucata de aço que não tenha valor de mercado”, diz Luiz Carlos Araújo Picone, gerente nacional da Açovisa, empresa distribuidora que trabalha com aços longos e aço carbono. Todos os meses, a empresa produz cerca de três toneladas de sucata proveniente das aparas do corte do aço e da limalha de ferro, volume que é todo encaminhado para siderúrgicas como Gerdau e ArcelorMittal.

Maior recicladora da América Latina, a Gerdau tem na sucata uma importante fonte de fornecimento: 73% do aço produzido são feitos com material reciclado, com a transformação anual de 12,6 milhões de toneladas de sucata em aço novo. “A reciclagem da sucata ferrosa é hoje a nossa principal matéria-prima, e isso traz muitas vantagens do ponto de vista ambiental e econômico”, diz Débora Baum, gerente de planejamento e marketing de metálicos da Gerdau. Os índices da empresa estão acima da média brasileira: o país processou 8,9 milhões de toneladas de sucata nos processos siderúrgicos em 2018, de acordo com o Instituto Aço Brasil.

Fonte: https://clipping.cservice.com.br/cliente/viewmateria.htm?materiaId%3d43893119%26canalId%3d458662%26clienteId%3dSxnE%2bmhr%2fDY%3d%26newsletterId%3dxfTCQwMvcvw%3d


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André Rodrigues

 

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