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Economia circular e a nova era do consumo

Economia circular e a nova era do consumo

Post 15-10

Falando em consumidor e consumo, hoje estamos extremamente pautados pelo modelo de consumo linear, o qual é baseado em produção, consumo, descarte e esgotamento de recursos. Há, neste modelo, desejo de consumo, fortemente impulsionado pela publicidade e com grande geração de resíduos. A grande geração de resíduos é um problema sistêmico, difícil de tangibilizar e concretizar imediatamente aos olhos do consumidor. O modelo de consumo linear acelera o esgotamento de recursos e não considera a revalorização de resíduos.

Mas, felizmente, se por um lado temos um hiperconsumo com grande geração de resíduos, de outro temos a construção de uma nova ética de consumo, voltada à conscientização do consumidor frente a suas escolhas. Nesta nova ética, entra a economia circular, com uma nova forma de produzir, consumir e se relacionar.

Com a economia circular surgem a informação, a possibilidade de uso integrado, o reaproveitamento, o repensar e o compartilhamento, reduzindo o desperdício. A circularidade muda a alma da economia. Na circularidade, o futuro é mais importante que o passado. Na circularidade, vale a atitude do consumidor. Na circularidade, criamos sistemas inspiradores para reflexão e decisão. Na economia circular não pensamos em resultado, mas sim em prosperidade.

Dentro do conceito circular, podemos pautar o aço para embalagens, o qual preserva o valor inicial e é 100% reciclável e 100% reaproveitado. 80% de todo o aço produzido no mundo ainda está em uso, mas ainda há muito que se fazer. Precisamos repensar, de forma criativa, em como trazer de volta 100% dos materiais, para que construamos, de fato, um futuro. E esse é mais um dos desafios da Prolata, associação criada pela Abeaço, com o foco na correta destinação de latas de aço para reciclagem; e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

O modelo de reciclagem instituído pela Prolata foi inspirado nos cases da Suécia e Suíça, países bem-sucedidos não apenas em seus índices de reciclagem, que chegam a 82% no caso das latas de aço, mas também nos modelos instituídos, que geram eficiência e preveem o compartilhamento de responsabilidade entre todos os elos da cadeia. O modelo de reciclagem que a Prolata está adotando no Brasil foi estabelecido após um rigoroso trabalho de benchmark em países europeus.

Contudo, ações como essa não serão possíveis se não motivarmos o consumidor a colaborar. É fundamental que os consumidores compreendam que levar produtos embalados em materiais recicláveis e reciclados de fato, como o aço, é uma economia para toda a sociedade.


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André Rodrigues

 

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