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Como os microplásticos nos afetam?

Como os microplásticos nos afetam?

post 22-03

Os seres humanos geraram 8,3 bilhões de toneladas métricas de plástico desde 1950. Apenas 9% dos resíduos plásticos são reciclados e a grande maioria acaba em aterros e no meio ambiente, onde se desagrega em micropartículas que poluem as águas e o ar, prejudicam a fauna marinha e, finalmente, são ingeridas pelos seres humanos.

O IMPACTO DOS MICROPLÁSTICOS

Um peso equivalente ao de 80 milhões de baleias azuis, 1 bilhão de elefantes ou 25.000 Empire State Buildings. Essa é a quantidade de plástico gerada pelo ser humano desde que começou sua produção em grande escala de materiais sintéticos no início da década de 50: 8,3 bilhões de toneladas métricas. Uma quantidade suficiente para cobrir a Argentina. São dados do estudo Production, use and fate of all plastics ever made efetuado em 2017 pela Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Universidade da Geórgia e Sea Education Association.

De forma previsível, a produção anual de plástico foi multiplicando-se com o passar dos anos, passando de 2 milhões de toneladas métricas em 1950 para mais de 400 milhões em 2015. Essa tendência não parece recuar: da totalidade do plástico gerado entre essas duas datas pelos seres humanos, metade foi produzida nos últimos anos. Uma das principais causas do aumento irrefreável na produção de plástico radica no fato de ter uma vida útil muito breve: metade se converte em resíduos após quatro anos de uso ou menos. Embora seja verdadeiramente preocupante que apenas 9% desses resíduos foram reciclados, enquanto 12% foram incinerados e 79% acabaram em aterros e no meio ambiente.

Boa parte do plástico que acaba no meio ambiente chega aos mares e oceanos. A água, o sol, o vento e os microrganismos vão degradando o plástico descartado nos oceanos até convertê-lo em diminutas partículas com menos de 0,5 centímetros amplamente conhecidas como microplásticos. Tais partículas são ingeridas pelo plâncton, bivalves, peixes e até baleias, que as confundem com comida. Em 2016, um relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação (FAO) informava sobre a presença de microplásticos em até 800 espécies de peixes, crustáceos e moluscos.

De acordo com pesquisadores da Universidade John Hopkins (EUA ), qualquer europeu que consuma frutos do mar de forma habitual ingere aproximadamente 11.000 microplásticos por ano. Mas isso não é tudo: no final de 2018, um estudo do Greenpeace e da Universidade Nacional de Incheon (Coreia do Sul) também concluiu que 90% das marcas de sal das amostras em âmbito mundial continham microplásticos. Além disso, é sabido que a água da torneira também é uma das fontes pelas quais os humanos ingerem pequenas partículas de plástico.

Preocupados com essas descobertas, os cientistas começaram a estudar o efeito dos microplásticos no organismo humano. Os plásticos encontrados com mais frequência foram o polipropileno e o tereftalato de polietileno (PET), ambos componentes principais das garrafas de plástico e das embalagens de leite e suco. No entanto, os pesquisadores reconheceram que não podem determinar a proveniência de cada partícula e indicam que, provavelmente, a comida seja contaminada durante as várias etapas do processamento de alimentos ou como resultado da embalagem.

Até o momento não foram encontradas evidências que determinem que os microplásticos representem um risco para a saúde dos seres humanos. Especialmente no caso das partículas grandes, como as encontradas no estudo. Em contrapartida, as partículas pequenas constituem um maior risco, dado que podem infiltrar-se na corrente sanguínea, no sistema linfático e chegar ao fígado.

 

Fonte: https://www.iberdrola.com/

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